Palestra Flevet na Anclivepa-RS
Dra. Carla Regus, RT do Flevet POA, palestrou na Semana Acadêmica
22/10/2026
Rotina laboratorial: o que acontece antes da amostra chegar ao laboratório
Na terça-feira, 20 de outubro, a Dra. Carla Camargo Regus, Responsável Técnica do NTO Flevet Porto Alegre, apresentou a palestra “Rotina Laboratorial” na Semana Acadêmica da Anclivepa-RS. Para um público de estudantes de Medicina Veterinária, a apresentação tratou de um ponto decisivo para a qualidade dos exames: grande parte do processo acontece antes de a amostra chegar ao laboratório, ainda dentro da clínica veterinária.
Da identificação à coleta
A primeira parte foi dedicada à identificação e à prevenção de erros pré-analíticos. Carla mostrou como a identificação correta dos tubos, o preenchimento completo da requisição, o preparo do paciente e a escolha do tubo adequado para cada exame influenciam o resultado. Também abordou as interferências mais comuns na amostra de sangue, como hemólise, lipemia e coágulo, e como evitá-las com cuidados práticos: tempo de garrote, secagem do álcool antes da punção, homogeneização do tubo e transferência cuidadosa da seringa para o tubo.
Cuidado com o paciente
A palestra reforçou que bem-estar do paciente e qualidade da amostra andam juntos. Uma coleta minimamente traumática, que reduza ao máximo o estresse do animal, preserva a integridade da amostra.
Urina e microbiologia
Na coleta de urina, Carla destacou a importância de informar o método de obtenção (cistocentese, sondagem ou micção espontânea), de proteger da luz as amostras destinadas à dosagem de bilirrubinas e urobilinogênio e de enviar a amostra rapidamente, com refrigeração quando houver atraso. Em microbiologia, explicou por que amostras para cultura nunca devem ser enviadas em formol e quais cuidados exigem a hemocultura e a cultura em anaerobiose.
Achados que conectam tudo
Para fechar, Carla apresentou achados reais da rotina laboratorial: parasitológico de fezes, cultura e antibiograma em otite, esporotricose, dermatófitos e alterações morfológicas em hemácias, leucócitos e plaquetas. Os casos mostram como uma amostra bem coletada e preservada permite uma análise detalhada, que apoia o médico-veterinário em um diagnóstico mais preciso.
Sobre a palestrante
Médica-veterinária com 13 anos de experiência em laboratório de análises clínicas veterinárias, Carla tem residência em Doenças Infecciosas e Parasitárias e também é graduada em Ciências Biológicas, com ênfase em Ecologia. Fundadora do Laboratório AmaVet, hoje é Responsável Técnica do NTO Flevet Porto Alegre.